Por Ghost Writer
Instintivamente sabemos o que é melhor para nós, lá dentro da nossa cabeça ecoa aquela voz que te diz como agir e o que te faz bem, você pode chamar essa voz de Deus ou apelar para o cliché da "voz do coração", mas eu prefiro chamá-la de autoconsciência, pois quando não estamos inflamados por emoções, é essa "voz da razão" que ecoa. Por muito tempo ignorei os conselhos da minha consciência, sempre me senti muito melhor sozinho, ou na companhia de seletas e poucas pessoas do que permeado por grupos, mas mesmo assim, eu me forçava a ser sociável, "descolado" e engraçado, tudo isso em prol de uma aceitação alheia, de pessoas que de fato, nunca fizeram a mínima diferença na minha vida.
Creio que a maioria dos sujeitos introvertidos e introspectivos, já se submeteram a situações parecidas, pois nossa sociedade é moldada para a socialização, já que somos animais gregários, no entanto, tanta socialização e publicidade (através das várias redes sociais) resulta na nossa perda de identidade e autenticidade. Tudo isso desemboca numa falta de pensamento crítico e "comportamento de gado", aquele que segue a manada cegamente, sem considerar suas próprias vontades, e isso é o mesmo que se matar aos poucos.
Hoje em dia sou livre para ser quem eu sou, pois abri mão do ethos sociável no qual coercitivamente tentei me encaixar, sou de pouquíssimas palavras e converso o estritamente necessário, não porque eu me sinta superior a maioria das pessoas, mas porque o silêncio me faz muito bem. Calado, eu economizo energia vital para refletir sobre minha vida, o comportamento alheio e outras problemáticas; o silêncio propicia a concentração já a balbúrdia, dispersa, nos deixando agitados e irracionais, tal como uma horda. Uma qualidade muito boa que a maior parte de indivíduos introspectivos e introvertidos têm, é a capacidade de detectar falsidades e segundas intensões mais rápida e precisamente que o resto das pessoas. Eu particularmente, sinto cheiro de falsidade e intenções escusas como um tubarão sente cheiro de sangue, à quilômetros! Isso acontece porque você se torna mais analítico do comportamento alheio, sem falar que geralmente quando se é mais calado, as pessoas tentam se aproveitar por levianamente achar que você seja bobo e um alvo mais fácil de explorar, ledo engano delas!
Assumir quem realmente você é vai afastar imediatamente muitas pessoas, mas geralmente aquelas que se aproximarem espontaneamente, serão suas amigas por questão de afinidade e são essas poucas pessoas que precisa-se valorizar. Claro que o radar contra falsidades vai estar sempre ligado, é instintivo e você sente, mas quanto à pessoas verdadeiras também, você percebe quando se está seguro na presença de verdadeiros e raros amigos. Já dizia-se que quantidade não é qualidade e é uma afirmação verdadeira, pois ter muitos conhecidos e ter um círculo social extenso resulta inevitavelmente em superficialidade e falsidade, são poucos que você irá considerar como de fato amigos, digo inclusive, que amigos verdadeiros conta-se com os dedos de uma única mão, passou disso, é colega.
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